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NATO multiplica missões para combater novas ameaças

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NATO multiplica missões para combater novas ameaças

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Ao início eram 12, 12 representantes do chamado “mundo livre”, na maioria europeus unidos em redor dos Estados Unidos para garantir a segurança intramuros. A família foi crescendo e 60 anos depois são 28. A Organização do Tratado do Atlântico Norte foi-se alargando ao mesmo tempo que a ameaça foi mudando de configuração.

A primeira intervenção militar aconteceu em 1995, na Bósnia. A missão constituiu um ponto de viragem para a Aliança que dirigiu pela primeira vez uma missão de paz, a IFOR, com uma força multinacional de 60 mil homens.

Esta primeira operação militar terrestre da Aliança contribuiu consideravelmente para mudar a sua identidade do pós-guerra fria. À Bósnia segue-se uma série de outras operações no mundo inteiro, à medida que a NATO se expande praticamente ao mesmo ritmo que a União Europeia.

Em 2004, os países bálticos, três antigas repúblicas socialistas soviéticas e três ex-satélites do regime soviético, a Roménia, a Bulgária, e a Eslovénia aderem à Organização. Em 2009, foi a vez da Albânia e da Croácia se juntarem ao grupo. A aliança expandiu-se para leste. Hoje conta com 28 membros.

Novo ponto de viragem com o 11 de Setembro, que trouxe desordem à até então ordem mundial. A ameaça passa agora a vir do terrorismo islâmico. O Afeganistão passa a ser uma prioridade.

Dos 135 000 soldados da NATO actualmente espalhados pelo mundo, quase 127 mil fazem parte da ISAF e estão, por conseguinte, estacionados no Afeganistão. 7000 soldados estão estacionados no Kosovo desde 1999. 170 estão no Iraque, no quadro da missão de formação das forças iraquianas.

Desde 2001 participam também numa operação de vigilância marítima no Mediterrâneo. Ainda no que diz respeito à segurança marítima, a NATO lançou uma operação de luta contra a pirataria no Corno de África. Para terminar, a organização dá apoio logístico à União Africana nas operações de manutenção de paz.

Com estas novas missões a NATO tenta combater as ameaças do século XXI. Constitui, em muitas situações um apoio fundamental para as Nações Unidas, mas o papel que deve ser desempenhado pelos seus soldados no terreno está muitas vezes na origem de polémica.