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Fed, BCE e FMI criticam políticas da China

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Fed, BCE e FMI criticam políticas da China

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O presidente da Reserva Federal norte-americana disse que as medidas de aumento da liquidez que tomou, através da compra de obrigações do Estado, são benéficas para a economia global.

Ben Bernanke respondeu assim às críticas de países como o Brasil e a China, para quem este gesto enfraqueceu o dólar e causou um fluxo de capitais para os mercados emergentes.

Embora sem referir o nome do país, Bernanke lançou críticas às políticas da China: “Os países com excedentes comerciais devem acelerar o ajustamento com políticas que façam aumentar o consumo doméstico, reforçando a rede de protecção social e o mercado de créditos, o que aumenta o consumo e encoraja as reformas estruturais”.

Bernanke falou em Frankfurt, onde esteve num encontro a três com o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, e com o director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

Este encontro faz parte da semana financeira de Frankfurt, que está agora a decorrer.

Trichet disse que partilha com Bernanke a visão sobre a China. Já Dominique Strauss-Kahn disse que o problema dos desequilíbrios nas balanças comerciais só pode ser resolvido se houver uma mudança no valor relativo das divisas, uma alusão à política chinesa de manter o yuan a um nível demasiado baixo.

O homem-forte do FMI elogiou ainda os esforços que estão a ser feitos na Grécia para resolver a situação financeira do país.