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NATO discute retirada do Afeganistão

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NATO discute retirada do Afeganistão

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A Cimeira da NATO, em Lisboa, começa com o Afeganistão como um dos temas centrais.

A Aliança Atlântica prepara a retirada de cerca de 150 mil efectivos, nos próximos quatro anos.

Em discussão, questões relacionadas com o calendário da transição, em que a responsabilidade pela segurança no país será transferida para a polícia e exército afegãos.

O País enfrenta uma rebelião liderada pelos talibãs, que ganhou terreno nos últimos anos, apesar do envio regular de forças ocidentais.

A saída dos militares da Aliança pode agravar a situação mas este não será o verdadeiro problema afegão, como afirma o jornalista Mostafa Mahmoud

: “O problema do Afeganistão não está na presença da coligação no país. Na raiz do problema estão os nossos vizinhos como o Paquistão e o Irão. Se a NATO sair, então o país irá ter novamente problemas porque alguns países, como o Paquistão, não querem que o Afeganistão esteja em paz.”

A intervenção da NATO no país começou após o 11 de Setembro, em 2001, quando os talibãs recusaram entregar o líder da al Qaeda, Osama Bin Laden. Desde então centenas de soldados ocidentais perderam a vida no território e milhões de euros foram gastos.

Lisboa promete ser, antes de mais, o palco de uma nova estratégia para o Afeganistão em dois actos.

Hoje a NATO aprova um novo conceito estratégico onde deverá prever, pela primeira vez, a possibilidade de lançar operações civis para amanhã discutir o Afeganistão e talvez o pós-2014, quando as tropas estrangeiras retirarem do país.