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Atentado no Paquistão em 2002 ensombra política francesa


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Atentado no Paquistão em 2002 ensombra política francesa

A morte de onze franceses no Paquistão em Maio de 2002 ameaça embaraçar a liderança política gaulesa.

As vítimas trabalhavam na reparação de submarinos comprados a França pelo Paquistão.

O antigo presidente da República, Jacques Chirac e o ex-primeiro ministro, Dominique de Villepin, são acusados de “homicídio involuntário” pelos familiares das vítimas, ao terminarem com um sistema fraudulento de comissões.

Dominique de Villepin confirmou a existência das suspeitas: “Suspeitava-se da existência de comissões em dois contratos: um com o Paquistão, o dos submarinos, e outro com a Arábia Saudita”, revelou o antigo primeiro-ministro francês.

A acusação diz que o contrato de venda dos submarinos foi conseguido graças à atribuição de comissões a elementos do exército paquistanês. Uma parte do dinheiro voltaria a França para financiar a campanha presidencial do então candidato Edouard Balladur, cujo porta-voz era Nicolas Sarkozy.

O actual presidente francês rejeita um cenário de corrupção e insiste que as alegações não têm qualquer fundamento. Sarkozy avançou entretanto que vai apresentar os documentos próprios, na altura certa.

Os familiares das vítimas exigem que Dominique de Villepin, Jacques Chirac e o presidente Nicolas Sarkozy digam o que sabem sobre os contratos obscuros da década de 90.

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