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Acordo histórico entre Rússia e NATO

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Acordo histórico entre Rússia e NATO

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Pela primeira vez na história, os dois blocos antagónicos da Guerra Fria vão cooperar no domínio da defesa. A cimeira de Lisboa testemunhou “o começar de novo” das relações entre a Rússia e a NATO que vão passar a colaborar no sistema de defesa antimíssil.

No entanto, o presidente russo, Dmitri Medvedev, alertou que “a participação tem de ser igual e só pode ser feita a um nível de parceria”, sublinhando que a participação russa não deve servir apenas para “salvar as aparências.”

A instalação de um novo sistema de defesa antimíssil em território europeu consiste numa rede de radares e interceptores móveis capazes de deter mísseis de médio e longo alcance, como os que são, alegadamente, desenvolvidos pelo Irão.

Mas o país não é mencionado no novo conceito estratégico da NATO – contrariamente ao que pedia o presidente francês. Nicolas Sarkozy declarou, mesmo, que “a França chama os bois pelos nomes” e que a ameaça dos mísseis é representada pelo Irão.”

Não nomear o Irão foi uma cedência feita à Turquia, que quer manter as relações diplomáticas com o país vizinho.

Teerão não se cansa de mostrar os progressos em matéria de mísseis. Um dia antes da cimeira, o regime anunciou ter “testado com êxito” uma versão de melhor qualidade do sistema de mísseis antiaéreos S-200, desenvolvido depois de Moscovo se ter recusado a entregar uma encomenda.

A Rússia estima que Teerão não pode desenvolver um míssil com um alcance de dois a três mil quilómetros. Os Estados Unidos não pensam o mesmo.