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Papa admite uso de preservativo

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Papa admite uso de preservativo

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Bento XVI admite a utilização do preservativo “em certos casos”. Pela primeira vez um Papa aceita o uso deste contraceptivo como forma de “reduzir os riscos de contaminação do vírus da sida”.

As afirmações constam do livro “Luz do Mundo”, lançado na próxima terça-feira. Em várias entrevistas do jornalista alemão Peter Seewald, Bento XVI fala também sobre os padres pedófilos.

Odon Vallet, especialista em História das Religiões,

admite que “é surpreendente ver um Papa, considerado conservador, fazer uma abertura em matéria de sexualidade”. Mas, acrescenta que “tendo em conta a gravidade das acusações contra os padres pedófilos, ele terá pensado – ou os seus conselheiros ter-lhe-ão dito – que usar um preservativo para evitar a sida é menos grave do que ter uma relação sexual com uma criança.”

No entanto, o Papa diz que o preservativo “não é o caminho para se acabar com a infecção do HIV” que, segundo ele, passa por “humanizar a sexualidade” e não “banalizá-la”.

Bento XVI fala, ainda, do contexto das palavras polémicas na viagem aos Camarões e a Angola, no ano passado, onde disse “a sida não pode resolver-se com a distribuição de preservativos, que agravam o problema”.