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Rússia quer duplicar número de tigres até 2022

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Rússia quer duplicar número de tigres até 2022

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Ameaçado de extinção, o tigre é o animal em destaque na Cimeira que arrancou este sábado em São Petersburgo.

A iniciativa, uma estreia, coordenada pelo primeiro-ministro russo Vladimir Putin reúne líderes políticos e representantes de 13 países onde vive o felino.

O objectivo é elaborar um programa para duplicar a quantidade de tigres em estado selvagem até 2022, uma vez que neste momento existem apenas 3200 exemplares, contra os cem mil de há um século.

Ao longo dos quatro dias da Cimeira, a antiga capital imperial da Rússia acolhe ainda representantes de organizações internacionais como o Banco Mundial e o World Wild Fund.

A Rússia tem sido um exemplo de preservação da espécie. Ao contrário dos outros países, aqui o número de tigres aumentou nos últimos anos.

O próprio chefe de Governo, Vladimir Putin, assumiu o controlo de um programa de protecção do animal.

Nas reservas naturais do extremo-oriente da Rússia, os guardas tentam proteger os tigres. As patrulhas diárias servem para procurar caçadores e confiscar as armas, como confirma Anatoly Belov, inspector nas reservas naturais de Cedar Valley e Leopard: “É simplesmente uma competição. Eles querem ver-se livres deste animal no território para que não interfira com a caça”.

Na última década mais de mil tigres foram caçados, a maioria na China, Índia e Nepal.

As peles, cabeças, patas e outros órgãos dos animais são vendidos no mercado negro para decoração ou uso na medicina natural.

As esperanças para salvar o tigre estão concentradas no esforço colectivo a nível internacional.