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Três meses de pena suspensa por uso de criança como "escudo humano"

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Três meses de pena suspensa por uso de criança como "escudo humano"

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Três meses de pena suspensa para os dois soldados israelitas acusados de pôr em risco a vida de uma criança palestiniana.

A sentença do tribunal militar israelita foi conhecida este domingo e também prevê a despromoção dos militares à categoria de sargento.

Uma pena menos pesada do que o esperado, já que enfrentavam a ameaça de ficar três anos atrás das grades.

“Precisamos de saber que são soldados, militares, que talvez tenham feito um erro, mas não são criminosos.”

Opinião diferente tem Majed Rabah, a criança de nove anos que se viu obrigada a abrir sacos que os soldados suspeitavam conter explosivos. Tudo aconteceu em Janeiro de 2009, durante a invasão israelita à Faixa de Gaza, que ficou conhecida como “Operação Chumbo Fundido”.

A criança conta: “O soldado agarrou-me por aqui e levou-me para a cave, junto à casa de banho. Pediu-me para abrir os sacos. Abri o primeiro mas não consegui abrir o segundo. Esbofeteou-me, recuou quatro a cinco passos e disparou contra o saco.”

1400 palestinianos morreram durante a “Operação Chumbo Fundido”, entre o fim de Dezembro de 2008 e Janeiro do ano passado.

Depois, foram abertos 30 inquéritos sobre a actuação dos militares. Mais de metade foram arquivados.