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Holstag: "Coreia do Norte sabe que a paciência tem limites"

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Holstag: "Coreia do Norte sabe que a paciência tem limites"

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Para compreender as motivações da Coreia do Norte falámos com o especialista, Jonathan Holstag, em Bruxelas.

JH: “Bom, como sempre, é muito difícil discernir as motivações de Pyongyang. Pode ser que Kim Jong-un, o novo líder, esteja a mostrar a sua força e queira ganhar o apoio da elite militar, que será muito importante para manter a posição de poder no país. Mas, também, pode ser resultado da tensão entre Coreia do Sul e a Coreia do Norte, que se vem intensificando ao longo dos últimos seis meses.

JH: “Os norte-coreanos sabem que a paciência dos Estados Unidos, do Japão e da Coreia do Sul tem limites. E Pyongyang não pode esperar novos compromissos sem antes fazer cedências em questões como, por exemplo, o programa nuclear e a postura em relação à segurança em geral”.

Euronews: E o que pensa sobre a postura do chefe de Estado sul-coreano, Lee Myung-Bak, no poder desde 2007, em relação ao país vizinho?

JH: “É claro que o actual Presidente, Lee Myung-Bak, é um pouco mais teimoso e mais pragmático em relação ao antecessor. Mas se analisar a resposta da Coreia do Sul no incidente com a fragata Cheonan, penso que a Coreia do Sul demonstrou uma boa dose de contenção. Seul sabe muito bem que um confronto ou um conflito armado não é benéfico para o país e, além disso, pode destabilizar, seriamente, a região.”