Última hora

Última hora

Relações hostis entre as Coreias

Em leitura:

Relações hostis entre as Coreias

Tamanho do texto Aa Aa

Os graves incidentes entre as duas Coreias são frequentes, nomeadamente perto da linha de fronteira marítima. Em Março de 2001, a fragata Cheonan, da Marinha de Guerra sul-coreana naufragou no Mar Amarelo depois de atingida por um submarino norte-coreano. Morreram 46 marinheiros sul-coreanos. Pyongyang negou a autoria do ataque.

As duas Coreias continuam bloqueadas em estado de guerra há mais de meio século.

Apenas assinaram um armistício em 1953 que acabou com a guerra e consagrou a divisão da península entre norte, comunista, e o sul, capitalista. Mas nenhum tratado de paz foi assinado e é nos dois extremos da zona militarizada que se encontram os arsenais.

A Coreia do Norte tem 800 mísseis balísticos e 1000 de diferente alcance.

A Coreia do Sul deslocou, recentemente, novos mísseis de cruzeiro com um alcance de 1500 km.

A Coreia do Norte terá produzido 50 kg de plutónio suficientes para fabricar 6 a 8 bombas.

Pyongyang realizou dois testes nucleares, em 2006 e 2009.

A Coreia do Sul não tem programa de armas nucleares mas está protegida pelo sistema de radar antimíssil norte-americano.

O incidente de hoje coincide com mais um programa de enriquecimento de urânio da Coreia do Norte, revelou um cientista americano.

Siegfried Hecker afirma ter visto instalações equipadas com 2000 centrifugadoras na central nuclear de Yongbyon, durante a recente visita à Coreia do Sul. O cientista ficou surpreendido com a sofisticação das instalações, mas Pyongyang continua a afirmar que servem apenas para produzir electricidade.

Mas tudo isto está a preocupar em Washington, até porque Pyongyang abandonou as conversações com os outros cinco negociadores, que tinha o objectivo de terminar o programa nuclear dos norte-coreanos em troca de ajuda alimentar.

Desde 2008 que a Rússia, o Japão, os Estados Unidos a Coreia do Sul e a China, esperam que a Coreia do Norte desbloqueie as negociações.

Os chineses continuam a ser os grandes aliados do regime comunista de Pyongyang, antes muito isolado mas cada vez mais ameaçador.

Como é muito fechado é difícil decifrar os gestos do líder, Kim Jon Il. Mas alguns analistas interpretam o incidente de hoje como um passo do líder para reforçar o crédito militar do filho Kim Jong Un para preparar melhor a sucessão.

Não foram detectados erros. Cancelar Aceitar Alterações