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O plano irlandês, ponto por ponto

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O plano irlandês, ponto por ponto

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O plano de austeridade que o governo irlandês agora apresentou tem três grandes linhas: a poupança, a redução do défice e o corte nas despesas do Estado.
 
É um plano que tem a duração de quatro anos, ao longo dos quais Dublin quer endireitar as contas do país, mas que promete polémica.
 
Até 2014 vão ser poupados 15 mil milhões de euros, seis mil milhões só no próximo ano.
 
Outro ponto-chave destas medidas, impostas para que a Irlanda possa receber a ajuda, é a redução do défice orçamental.
 
O objectivo é entrar no limite de 3% do PIB, imposto pelo pacto de estabilidade e crescimento da União Europeia, até 2014.
 
Já no próximo ano, o défice deve ser reduzido em mais de dois pontos e meio, dos 11,7% para os 9,1%. Depois deve continuar a descer progressivamente, para os 7% em 2012, 5,5% em 2013 e finalmente 2,8% em 2014.
  
Finalmente, seguem-se cortes drásticos nos serviços públicos e é este o ponto que mais deve fazer crescer o descontentamento entre a população, tal como aconteceu na Grécia e em Portugal.
 
Baixa o salário mínimo, baixam os salários na função pública e finalmente os gastos com a Segurança Social vão ser reduzidos em três mil milhões de euros.
 
As receitas fiscais da Irlanda são agora um terço mais baixas que há três anos, o que prova que a economia estava demasiado dependente de sectores como a construção, nos anos do “boom” económico.