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ONU: poluição atinge os níveis mais elevados desde a revolução industrial

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ONU: poluição atinge os níveis mais elevados desde a revolução industrial

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As promessas feitas em Copenhaga não bastam para reduzir o nível de emissões de gases com efeito de estufa. O alerta foi lançado a menos de uma semana do início da cimeira ambiental de Cancun.

Um estudo da organização meteorológica internacional, apresentado em Londres, revela que, mesmo uma redução de 20% das emissões de CO2, não vai contrariar a subida das temperaturas em dois graus centígrados até 2020.

Para o número dois da organização, “a concentração de gases com efeito de estufa como o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso, atingiu os níveis mais elevados desde a revolução industrial, e apesar da recente desacelaração económica”.

Para os cientistas, mesmo que os países cumpram as metas de Copenhaga, os níveis de poluição vão ficar 5 mil milhões de toneladas de CO2 acima dos objectivos, o correspondente aos gases emitidos por todos os automóveis do planeta durante um ano.

Uma pressão adicional para os Estados Unidos e a China, os maiores poluidores do mundo.

Em Pequim, o negociador chinês para as questões ambientais, Xie Zhenhua, admitiu pela primeira vez a necessidade do país tomar medidas para, “assegurar o desenvolvimento sustentável da economia, poupando energia e reduzindo a emissão de gases poluentes”.

A China poderá comprometer-se em Cancun com uma redução de 40 a 45% das emissões de CO2. Um valor que segundo os cientistas é ainda insuficiente. Seriam necessários mais de 100 anos para dissipar toda a poluição atmosférica, se todos os países cortassem a integralidade das suas emissões de gases com efeito de estufa.