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Aprovadas medidas para reduzir a despesa e o défice português

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Aprovadas medidas para reduzir a despesa e o défice português

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Portugal tenta evitar a todo o custo a entrada do FMI no país.

Esta sexta-feira, o orçamento de estado foi aprovado, apesar da maioria dos partidos com assento parlamentar ter votado contra. Bastou o sim do Partido Socialista e a abstenção dos deputados do Partido Social Democrata, com quatro excepções.

Portugal tem que reduzir 5 mil milhões de euros na despesa e uma coisa parece certa, os portugueses vão ter que apertar o cinto mas, para já, não tanto como os irlandeses que vão ser abrigados a reduzir os salários em 10 por cento e a despedir quase 25 mil funcionários públicos.

Para este ano o governo tem como meta não ultrapassar um défice de 7,3 por cento. Mas para 2011 o plano de austeridade vai ser mais duro, para se atingir os 4,6.

Para o Primeiro-ministro José Sócrates, não há outra opção. “Não há espaço que não seja para estas medidas difíceis. Os políticos que têm no espírito apenas o interesse do país têm que compreender que estas medidas são absolutamente necessárias. Claro que há muitos que só pensam nos interesses conjunturais, nos interesses da sua carreira política e partidária mas este não é o momento para pensar nisso”.

Para atingir as metas previstas vão ser adoptadas medidas de excepção. Entre elas os cortes nos abonos de família, o aumento do IVA e cortes salariais no sector público.

Foi contra estas medidas que milhares de portugueses participaram, esta quarta-feira, numa greve geral, que não acontecia há duas décadas.