Última hora

Última hora

Coreia do Sul enfrenta críticas internas

Em leitura:

Coreia do Sul enfrenta críticas internas

Tamanho do texto Aa Aa

A revolta intensifica-se na Coreia do Sul.

O presidente do país, Lee Myung-Bak, enfrenta os críticos que o acusam de fraqueza na resposta militar ao bombardeio da ilha Yeonpyeong, esta terça-feira.

Quatro pessoas morreram no ataque de artilharia norte-coreana, um dos piores incidentes entre as duas nações desde o fim da Guerra da Coreia em 1953, que terminou sem um tratado de paz.

“É definitivamente uma invasão à soberania do nosso solo. Mas o governo ainda não os puniu. Falaram em castigo, mas não tiveram qualquer acção concreta. Sentimo-nos desconfortáveis. Como podemos confiar no presidente no nosso dia-a-dia”, pergunta Park Sang-Hak, representante de uma manifestação em Seul.

O presidente sul-coreano nomeou Lee Hee-won como novo ministro da Defesa, depois da demissão do antecessor, considerado pouco contundente na gestão da crise. Um gesto que poderá acalmar a tensão que reina no território.

O novo titular da Defesa é um general reformado, que já disse que é preciso antecipar as manobras imprevisíveis de Pyongyang. Manobras condenadas pelos Estados Unidos, como revelou o responsável pelo exército norte-americano na Coreia do Sul, de visita à ilha atingida: “Basicamente aquilo que pude ver aqui foi que a Coreia do Norte atacou esta ilha, o que constitui claramente uma violação do armistício”, disse o general Walter Sharp.

A guerra de palavras, essa, já começou. As autoridades norte-coreanas dizem que os exercícios militares que Seul e os Estados Unidos vão realizar a partir deste fim-de-semana no Mar Amarelo estão a empurrar a península para a guerra.

Por sua vez, o exército sul-coreano disse ter ouvido esta sexta-feira disparos de artilharia na nação vizinha, o que aumenta os receios de um novo conflito.