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França: atentado de Karachi reabre divisões no partido governamental

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França: atentado de Karachi reabre divisões no partido governamental

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As circunstâncias do atentado que matou 11 engenheiros franceses em Karachi em 2002, tornaram-se no palco da nova guerra entre facções dentro do partido do presidente Nicolas Sarkozy.

Um inquérito aberto pela justiça francesa tenta apurar se o ataque está relacionado com o fim do pagamento de comissões ilegais na venda de armas ao Paquistão.

Ouvido pelos juízes, esta quinta-feira, o ex-primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, que na época era o número dois do governo, rejeitou que o ataque se tratara de uma vingança pelo fim do pagamento de comissões.

Mas o advogado das vítimas afirmou hoje que Villepin teria reconhecido em privado, o sistema de corrupção que durou até 1995.

Segundo algumas fontes, o dinheiro teria permitido o financiamento da campanha de Eduard Balladour em 1995, que estava a cargo, na época, do actual presidente Nicolas Sarkozy.

A decisão de interromper o pagamento de comissões foi tomada após Jacques Chirac vencer as presidenciais do mesmo ano.

O inquérito judicial tem assim como pano de fundo a guerra ancestral entre os aliados de Jacques Chirac e os sarkozistas, num momento em que Villepin não esconde a vontade de se apresentar às presidênciais de 2012 contra o actual chefe de Estado.