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Costa do Marfim: confrontos nas vésperas da segunda volta das presidenciais

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Costa do Marfim: confrontos nas vésperas da segunda volta das presidenciais

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Foi uma campanha de alta tensão que terminou no mesmo tom. Esta sexta-feira, os candidatos às presidenciais na Costa do Marfim queimaram os últimos cartuchos para convencer os eleitores.

Mas no final dos comícios na capital Abidjan, apoiantes do presidente cessante Laurent Gbagbo e do rival Alassane Ouattara envolveram-se em confrontos e houve registo de vários feridos.

Domingo disputa-se a segunda volta das eleições presidenciais e, para evitar novos confrontos, foi imposto o recolher obrigatório. Uma decisão contestada pelo ex-primeiro-ministro Alassane Ouattara, que espera gritar vitória nas ruas depois de ter recebido o apoio do terceiro homem mais votado na primeira volta, Henri Konan Bédié.

Face às ameaças de instabilidade, a ONU decidiu transferir 500 homens da missão na Libéria para reforçar o contingente de 8500 soldados na Costa do Marfim.

As eleições deverão enterrar uma década de golpes de Estado e de violência. Os candidatos prometeram respeitar o veredicto das urnas, durante um debate televisivo. O momento foi seguido com especial emoção pelos eleitores, depois de terem visto o escrutínio adiado seis vezes.