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O Haiti vai eleger 99 deputados parlamentares, um terço do Senado – 11 senadores – e o país questiona-se sobre a necessidade destas eleições quando a epidemia de cólera atinge seis das 10 regiões nacionais. Estão a ser tratadas, com sintomas de cólera, 25 mil pessoas nos hospitais do Haiti.

A epidemia vai influenciar o voto dos haitianos e os críticos asseguram, há já seis meses, que não há modo de assegurar um voto justo e livre.

A credibilidade do governo está em jogo e as Nações Unidas estão sob pressão.

O terramoto, que causou mais de 250 mil mortos e milhão e meio de desalojados, deixou um rasto de destruição. O trabalho de milhares de ONG’s no terreno parece mal coordenado e demasiado direccionado.

Aumentam os protestos dos habitantes contra o pessoal da ONU. Mesmo assim, Vincenzo Pugliese, porta-voz das Nações Unidas defende a realização do escrutínio:

“Se não houver eleições haverá um vazio no poder que pode piorar a situação no país. “

A actividade na campanha foi grande com o recenseamento dos eleitores que perderam todos os documentos na tragédia do ano passado.

Mas a grande maioria da população esta mais preocupada com os problemas concretos do dia-a-dia, o que pode favorecer a abstenção.

A violência entre grupos políticos rivais durante a campanha obrigou ao reforço da segurança nas assembleias de voto.