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Haiti: eleições sem ilusões

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Haiti: eleições sem ilusões

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Os haitianos são chamados às urnas este domingo para as eleições presidenciais e legislativas.

Jude Célestin, 48 anos, é um dos candidatos favoritos à presidência, apoiado pelo chefe de Estado cessante René Préval. Após o sismo de 12 de Janeiro que matou 250 mil pessoas, Célestin esteve na linha da frente das obras de reconstrução.

Mas é Mirlande Manigat, 70 anos, quem lidera as sondagens. A antiga primeira-dama denunciou esta sexta-feira a existência de 500 boletins de voto falsos.

É um país devastado, pobre e sem ilusões que vai a votos, depois de um ano marcado por um sismo, um furacão e, agora, uma epidemia de cólera que já matou mais de 1600 pessoas.

Os cerca de quatro milhões e setecentos mil eleitores chamados a votar não acreditam em milagres.

É o caso de Célestin André, um residente de Port-au-Prince: “Não tenho esperanças. Estas eleições são mera tradição, um ritual que não vale nada e não vai resolver nada. Basta olhar para toda esta gente: as eleições não vão melhorar as suas vidas, apenas vão fazer algo pelo candidato, que é a única pessoa que ganha com o escrutínio.”

Mais de 12 mil soldados e polícias da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti foram mobilizados para garantir a segurança dos locais de voto.

Os resultados serão conhecidos no início de Dezembro e uma eventual segunda volta pode acontecer a 16 de Janeiro.