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Violência e denúncias de fraude nas legislativas egípcias

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Violência e denúncias de fraude nas legislativas egípcias

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No Egipto, as eleições legislativas deste domingo, vistas como um teste à democracia, estão a ser dominadas por denúncias de fraude e violência.

Esta madrugada, o filho de um candidato independente foi esfaqueado até à morte, enquanto colava cartazes de campanha no Cairo, mas a polícia descartou uma relação com o escrutínio.

O governo, liderado pelo Partido Nacional Democrata do presidente Hosni Mubarak, rejeitou todos os pedidos de observadores internacionais, motivo que gerou uma onda de protestos que terminaram em confrontos.

No entanto, de acordo com o primeiro-ministro egípcio, a revolta não tem fundamento: “O governo mantém a segurança em todas as assembleias de voto e a Comissão Eleitoral deu total liberdade aos cidadãos para escolherem em quem votar”, assegurou Ahmed Nazif.

O principal movimento de oposição, a “Irmandade Muçulmana”, está oficialmente banido, mas contorna a lei ao apresentar candidatos independentes.

O grupo fala em fraude e teme agora perder muitos dos deputados obtidos em 2005, num escrutínio que pode ser o prenúncio das eleições do próximo ano para a Presidência do país, a mesma desde 1981.