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Caos eleitoral no Haïti

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Caos eleitoral no Haïti

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A eleição presidencial no Haïti foi marcada por uma enorme confusão e incidentes um pouco por todo o país.

Várias assembleias de voto foram violadas, houve protestos contra o processo eleitoral em Port-au-Prince, Gonaives e Les Cayes. No sul do país, duas pessoas foram mortas a tiro, em confrontos entre opositores.

O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) validou o acto eleitoral apesar de doze dos 18 candidatos pedirem a anulação do escrutínio sob a acusação de “fraude maciça”.

Numa declaração comum, os candidatos da oposição, entre os quais os favoritos como Mirlande Manigat e Michel Martelly denunciaram um complô entre o governo e o conselho eleitoral para beneficiar o candidato do partido do poder, Jude Céléstin.

Os primeiros resultados são esperados a partir do dia 5 de Dezembro. O dois candidatos mais votados deverão participar numa segunda volta no dia 16 de Janeiro.

A ONU e a comunidade internacional mostram-se fortemente preocupadas face aos numerosos incidentes e exortam a população e os actores políticos a permanecer calmos.

O Haïti precisa mais do que nunca de encontrar a estabilidade política para fazer face à situação crítica que vivem milhões de haitianos, depois do sismo de Janeiro passado e no meio de uma epidemia de cólera que já matou 1650 pessoas.