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Impasse político na Moldávia após legislativas

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Impasse político na Moldávia após legislativas

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Os partidos pró-europeus venceram o escrutínio mas não conseguiram uma maioria para eleger o chefe de Estado.

É a terceira vez que a Moldávia organiza legislativas em menos de dois anos.

Os três partidos da Aliança para a Integração Europeia do primeiro-ministro Vlad Filat obtiveram 57 assentos parlamentares. Eram necessários mais quatro para garantir a eleição do presidente no parlamento.

O partido comunista elegeu 44 deputados, o que na prática lhe permite bloquear as políticas do governo.

No ano passado, um referendo para eleger o chefe de Estado por sufrágio universal foi invalidado devido à fraca participação eleitoral.

A coligação pró-europa está a negociar um acordo de associação com a União Europeia, mas do ponto de vista político, a população permanece dividida.

Um residente da capital diz que “é tempo de dizer adeus aos comunistas e considera que “se o partido tivesse mudado de nome talvez tivesse tido mais votos”.

Outro cidadão de Chisinau afirma que “é preciso um acordo com a Rússia porque uma parte da população fala russo, outra parte fala moldavo” e sublinha que não vê “a Moldávia como parte da Europa”.

Os comunistas governaram ao país entre 2001 e 2009.

Com 4,3 milhões de habitantes, a Moldávia continua a ser um país marcadamente agrícola. A economia depende das remessas dos imigrantes. Entre 500 mil e um milhão de pessoas vivem no estrangeiro.