De site de informação mais ou menos confidencial a maior pedra no sapato da diplomacia internacional.
Apesar das pressões dos Estados Unidos o Wikileaks decidiu começar a divulgar milhares de documentos provenientes das embaixadas norte-americanas do mundo inteiro.
O conteúdo de algumas missivas pode ser lido nas edições desta segunda-feira de vários jornais de referência, como o britânico The Guardian, o francês Le Monde ou ainda o alemão Der Spiegel e o espanhol El País.
No resto da imprensa mundial surgem as primeiras reacções à divulgação dos documentos, como o italiano La Repubblica que numa citação do ministro dos Negócios Estrangeiros Franco Frattini diz que “Assange quer destruir o mundo”.
Numa videoconferência com jornalistas na Jordânia, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, confirmou que as missivas norte-americanas que vão ser divulgadas dizem respeito a “todos os grandes assuntos” internacionais.
Um desses assuntos é o facto de o Irão estar a tentar adaptar roquetes norte-coreanos para serem utilizados como mísseis de longo alcance.
O Wikileaks só publicou cerca de 220 dos mais de 250 mil documentos que diz ter em sua posse.
Nenhum dos grandes líderes mundiais é poupado pela diplomacia norte-americana que considera que Silvio Berlusconi é fútil, vão e ineficaz e mantém uma relação estreita com o “chefe de matilha” Vladimir Putin, ou que o Presidente afegão é “extremamente fraco” e susceptível a teorias da conspiração.
Washington está perante o mais comprometedor episódio diplomático de que há memória e ainda só foi divulgada uma ínfima parte dos documentos que o Wikileaks diz ter em sua posse.
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