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Revolta dos estudantes europeus

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Revolta dos estudantes europeus

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Em vários países da Europa as dificuldades económicas também se sentem nos liceus e nas uiniversidades. Os estudantes interrogam-se sobre o futuro. Denunciam as medidas de austeridade que os afectam directamente, e inquietam-se.

No Reino Unido, milhares de jovens desceram às ruas em diferentes ocasiões, às vezes com recurso à violência

O governo de Cameron previu quase triplicar os custos das propinas, passando de 3280 libras, ou seja 4000 euros, por ano, para 6000 libras e, em circunstâncias excepcionais, para 9000 libras.

No dia 24 de Novembro, nova manifestação, desta vez para enviar uma mensagem aos liberais-democratas, membros da coligação no poder. Uma das promessas eleitorais era combater as altas propinas.

Em Itália, a mesma cólera expressa pelos estudantes, a 17 e depois a 25 de Novembro, contra a reforma do ensino superior.

Ela prevê, nomeadamente a fusão dos estabelecimentos mais pequenos, a entrada de elementos alheios às escolas nos conselhos de administração e a redução do mandato dos reitores.

O governo Berlusconi adoptou várias leis com o objectivo de suprimir 9 mil milhões de euros e 130 mil empregos na educação nacional até 2013.

A escola primária não é poupada. Das 32 horas de curso obrigatório, as aulas passam a durar apenas 24 horas por semana.

A revolta está directamente ligada às dificuldades económicas dos países europeus.

A crise também chegou às universidades portuguesas. No dia 17 de Novembro, pela primeira vez desde há um ano, sete mil estudantes manifestaram-se em Lisboa para pedir mais dinheiro para as Universidades, mais ajudas sociais para os estudantes e uma distribuição mais justa das bolsas de estudo.

Na Irlanda, os estudantes juntaram-se às manifestações de sábado contra o plano de austeridade governamental. Também eles esperam o aumento das propinas.

Em Outubro, quando as principais cidades francesas estavam em ebulição por causa dos protestos contra a reforma do sistema de pensões, os estudantes juntaram-se para defender o próprio futuro.