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As dificuldades da diplomacia europeia no Médio Oriente

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As dificuldades da diplomacia europeia no Médio Oriente

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A revolução na diplomacia europeia faz-se sentir também no Cairo. A delegação da UE passa a ser embaixada, mas continua a ser a coluna vertebral do desenvolvimento da cooperação entre Bruxelas e Cairo. Uma cooperação que se fortalece a nível social, mas não a nível político, tendo em conta os sucessivos adiamentos da segunda cimeira da União para o Mediterrâneo, devido em parte à fragilidade do processo de paz do Médio Oriente.

O embaixador Marc Franco, chefe da delegação da União Europeia no Egipto, defende: “Penso que é um processo interactivo. Trazer a paz à região vai promover o diálogo euro-mediterrâneo e o diálogo euro-mediterrâneo também pode contribuir para trazer a paz ao Médio Oriente. O problema da União para o Mediterrâneo é o facto de a organização não ter conseguido passar para o nível político, ao mais alto nível, para encontrar e dar novos impulsos”.

Apesar da nova estrutura política, a implicação europeia no Médio Oriente é limitada. A Alta Representante da UE para os Assuntos Externos e a Política de Segurança visitou a região só duas vezes e os europeus não têm um papel activo nas negociações de paz, conduzidas por Washington.

Segundo o correspondente da euronews no Médio Oriente, Mohammed Elhamy, “as instituições e posições desenvolvidas pela União Europeia eram suposto ajudar a desempenhar um papel político mais importante no Médio Oriente, mas isso ainda não aconteceu, sobretudo, um ano após a entrada em vigor do Tratado de Lisboa”.