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A vingança de Alassane Ouattara

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A vingança de Alassane Ouattara

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Quatro dias depois da segunda volta das eleições presidenciais na Costa do Marfim, o país está à beira do caos. 
 
A Comissão eleitoral deu a vitória ao candidato da oposição, Alassane Ouattara depois do presidente cessante Laurent Gbagbo pedir ao Supremo Tribunal da Costa do Marfim para cancelar a publicação do resultado, que considera fraudulento na parte norte do país.
  
O ex-primeiro-ministro, Allasane Ouattara, insistiu bastante com o “irmão Gbabo“ para respeitar o acordo assinado antes das eleições, no sentido de publicar os resultados.
 
A rivalidade destes dois polítcos já vem do ano 2000.
Depois do golpe de 1999, houve eleições, mas Ouattara não foi autorizado a participar – a seguir, os governantes militares, assim como o Supremo Tribunal justificaram que a mãe do pretenso candidato era de um país vizinho e a nacionalidade dele era suspeita. 
 
Ouattara tem um apoio inequívoco na metade norte do país, de maioria muçulmana.
A região sul é predominantemente cristã, mas até 1990 isso não era usado como argumento político.
 
Até então, a Costa do Marfim tinha uma economia estável e era o maior produtor mundial de cacau.
 
Exportava outros produtos tropicais como a mandioca, banana e abacaxi. A agricultura associada às exportações de madeira e as instalações portuárias modernas, entre Casablanca e Cidade do Cabo, deram a conhecer o país como “Locomotiva Económica da África Ocidental”.
 
Estas eleições deviam fechar o capítulo da instabilidade política, mas não é isso que está a acontecer.