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Famílias e educação

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Famílias e educação

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Bem-vindo a Learning World para mais uma viagem sobre a educação no mundo. Vamos até à Coreia do Sul, a Espanha e ao Japão para vermos como as famílias têm um papel fundamental no processo educativo dos filhos.

Hagwons coreanos – a escola depois da escola

A Coreia do Sul é uma sociedade extremamente competitiva e algumas famílias estão obcecadas com o sucesso dos filhos. Por isso inscrevem as crianças em aulas privadas ministradas depois de terminado o dia na escola estatal. Os excelentes resultados dos alunos coreanos nos concursos internacionais decorrem desta prática. Mas a pressão é imensa. De acordo com o ministério da educação, duas dezenas estudantes de suicidaram-se em 2009 devido à pressão escolar.

“Comissão de Aprendizagem” em Espanha

Sevilha. O Colégio Andaluzia situa-se no Polígono Sul, um bairro dominado pela exclusão social e onde 90 por cento dos alunos menores de 12 anos são ciganos. O absentismo escolar ultrapassava os 50 por cento até há dois anos e os professores eram constantemente agredidos. Mas agora tudo mudou. A chave do sucesso foi a criação de uma “Comissão de Aprendizagem”, com a participação das famílias, de ONG, de associações profissionais, de instituições e de grupos de voluntários.

O lado positivo de ser pai no Japão

No Japão é comum os homens trabalharem sessenta horas por semana enquanto as mulheres ficam em casa a cuidar do lar e das crianças.

Muitos pais quando chegam a casa já não vêem os filhos. É tarde e estes já estão a dormir. Durante o fim-de-semana as brincadeiras entre pais e filhos também são raras porque o cansaço de uma semana trabalho de 60 horas impõe-se. Tetsuya Ando é pai de três crianças. A rotina que o impedia de ver os filhos crescerem levou-o a deixar o emprego e a criar associação Fathering Japan. A organização ajuda os homens a informar-se sobre as leis e a conseguirem passar mais tempo com os filhos.