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Costa do Marfim: Gbagbo não tenciona deixar a presidência

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Costa do Marfim: Gbagbo não tenciona deixar a presidência

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Uma semana após a segunda volta da eleição presidencial, a Costa do Marfim mergulha de novo na incerteza e na violência.

Pelo menos quinze pessoas morreram desde domingo, em ataques entre grupos de opositores.

A comissão eleitoral anunciou a vitória do ex-primeiro-ministro, Alassane Ouattara, mas os apoiantes do presidente Laurent Gbagbo não se conformam.

A ONU, assim como a comunidade internacional validam o acto eleitoral e os capacetes azuis que se encontram no país estão sob ameaça dos apoiantes do presidente derrotado nas urnas.

“O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas certificou o resultado proclamado pela Comissão Eleitoral Independente, que me declara vencedor da eleição presidencial…. afirmou em conferência de imprensa, Alassane Ouattara.

Apesar de derrotado, Laurent Gbagbo tenciona tomar posse como presidente, contando para isso com o apoio do exército. Segundo as agências de notícias, a tomada de posse estaria prevista para este sábado.

O facto de o Conselho de Segurança das Nações Unidas não ter chegado a um consenso sobre a posição a assumir pode encorajar o presidente cessante a continuar no poder.

A eleição presidencial deveria contribuir para a pacificação do país, depois de ter sido adiada seis vezes. O país está paralisado há uma semana.

“Estamos muito preocupados com a situação. Imagine, desde segunda-feira que ninguém trabalha. A economia está parada. As pessoas não vão trabalhar e isso é preocupante”, queixa-se um cidadão.

Abijan é uma cidade bloqueada. Os serviços não funcionam, as lojas e os mercados estão encerrados.