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Cimeira Cancun: China disponível para fixar metas obrigatórias de redução de C02

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Cimeira Cancun: China disponível para fixar metas obrigatórias de redução de C02

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As negociações para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa continuam mergulhadas no impasse na cimeira ambiental de Cancun.

Uma semana após o início do encontro, as discussões continuam a assemelhar-se a uma conversa de surdos, ilustrada por este vídeo divulgado ontem pela organização ecologista Greenpeace.

Como em Copenhaga, o encontro volta ser palco do braço-de-ferro entre países industrializados e potências emergentes que reclamam metas diferentes para reduzir as emissões de CO2.

A China afirmou ontem e pela primeira vez estar disponível para fixar metas obrigatórias, sem no entanto falar de objectivos concretos.

A comissária europeia para as questões climáticas, Connie Hedegaard, mostra-se inquieta com a ausência de um texto que possa ser submetido aos ministros para finalizar um acordo. “São ainda demasiado longos e complicados e com demasiadas opções. Mas acreditamos ainda na possibilidade de obter em Cancun um consenso sobre um documento final que evoque as preocupações de todas as partes”.

As negociações de ontem ficaram ainda marcadas pelas críticas da Bolívia à falta de abertura dos Estados Unidos para chegar a um compromisso, qualificando a atitude dos países industrializados como um genocídio.

Centenas de manifestantes protestaram ontem à noite em Cancun contra uma cimeira que põe em causa o papel de mediação das Nações Unidas, depois do fracasso de Copenhaga.