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Esforços da Sérvia não convencem TPI

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Esforços da Sérvia não convencem TPI

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A cada meio ano, o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, em Haia, divulga um relatório sobre a cooperação da Sérvia com a justiça internacional, especialmente, no que toca à captura do antigo general, Ratko Mladic.

euronews:
Serge Brammertz, o Sr. é o Procurador do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. Reafirmou nas Nações Unidas em Nova Iorque, a necessidade da Sérvia prender Ratko Mladic, acusado de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a Humanidade há 15 anos e que continua a monte.
O que tem feito exactamente a Sérvia para capturar Ratko Mladic?

Serge Brammertz:
“Há ainda muito a fazer. Renovamos o pedido para que sejam disponibilizados mais recursos o que, ainda, hoje não acontece. Estamos conscientes que o trabalho não é fácil tendo em conta que, infelizmente, a maioria da população está contra a prisão de Mladic.”

euronews:
O Governo sérvio multiplicou por 10 a recompensa pela detenção de Mladic, para 10 milhões de dólares? Acredita que isto possa ser um álibi para mostrar o esforço que a Sérvia está a fazer. O que pensa sobre isso?

Serge Brammertz:
“Ouça, tanto o Governo sérvio como o Presidente garantem-nos que estão a fazer tudo o que podem e que existe uma vontade política para prender os dois fugitivos, Mladic e Hadzic. Naquilo que a nós diz respeito, avaliamos não a vontade política, mas aquilo que acontece no terreno e há coisas que se estão a passar. Mas acreditamos que a Sérvia pode fazer melhor e que é possível fazer mais, e é preciso fazer mais para que a missão seja bem sucedida.”

euronews:
Podemos dizer que o cerco a Ratko Mladic se está apertar depois do que aconteceu em 2010?

Serge Brammertz:
“É com certeza aquilo o que nós esperamos. Os nossos interlocutores na polícia e nas agências de inteligência estão a fazer um bom trabalho. Sabemos que existem, obviamente, redes de apoio que tentam tornar este trabalho impossível. Esperamos que aqueles têm estes objectivos não sejam bem-sucedidos, mas como disse, temos várias forças a trabalhar ao mesmo tempo, por um lado, para que eles sejam detidos e, por outro, para travar os que se opõem a essa detenção.”