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Orçamento de rigor irlandês: os detalhes

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Orçamento de rigor irlandês: os detalhes

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O orçamento agora aprovado pelo parlamento irlandês é o mais severo de sempre. A Irlanda foi obrigada a incluir medidas excepcionais de austeridade nas contas para 2011, para poder beneficiar da ajuda da União Europeia e do FMI.

O objectivo é poupar, até 2014, 15 mil milhões de euros, sendo que mais de um terço dessas poupanças, seis mil milhões, vão ser resultado dos cortes feitos no orçamento de 2011.

A Irlanda foi o segundo país da Zona Euro, depois da Grécia, a pedir este tipo de ajuda. O país ficou no centro das atenções dos parceiros europeus e das agências de notação, por culpa da dimensão da dívida externa e do défice.

Um défice orçamental que chegou quase aos 12%este ano e que o governo de Dublin quer, com este plano de rigor, colocar até 2014 abaixo dos 3% previstos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia.

As medidas de austeridade previstas no orçamento causaram já uma onda de contestação, o que não é exclusivo da Irlanda.

As três principais linhas deste plano são a redução do salário mínimo, o corte nos salários da função pública e uma descida nos gastos com a Segurança Social.

Estas medidas devem ter um preço político para o governo liderado por Brian Cowen, considerado o primeiro-ministro mais impopular dos últimos tempos. Assim que as leis que permitem o plano de austeridade passarem, prevê-se uma demissão do executivo e a marcação de eleições antecipadas, que devem acontecer no início do próximo ano.