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Ban Ki-moon baixa a fasquia, mas pede acordo

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Ban Ki-moon baixa a fasquia, mas pede acordo

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O secretário-geral das Naçoes Unidas exortou os ministros do Ambiente a procurarem, em Cancun, um acordo, para prevenir as alterações climáticas.

Ban Ki-moon sabe que o consenso vai ser difícil e, portanto, não haverá um acordo ambicioso.

Mas pode haver progressos: “Não precisamos de um acordo final em todas as áreas, mas precisamos de progressos em todas as frentes. Não podemos aceitar que o perfeito seja inimigo do bom”.

Até 10 de Dezembro, 190 ministros do Ambiente procuram um acordo que inverta a tendência da cimeira de Copenhaga, do ano passado, marcada por insanáveis diferenças de opinião.

Ban Ki-moon diz que a estabilidade da economia mundial, o bem-estar das sociedades, a defesa do planeta estão dependentes de um acordo.

À margem da reunião, sucedem-se os protestos.

Exige-se, sobretudo, que os 40 países mais industrializados cumpram o protocolo de Kyoto que os obrigava a reduzir as emissões de CO2, em 5 por cento, até 2012.

Um objectivo que está longe de ser cumprido.

Por isso, o presidente mexicano, Felipe Calderon, disse que não se pode participar numa reunião desta dimensão, com a sensação de ser uma perda de tempo.

Falando em nome dos estados africanos, o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, considerou Copenhaga uma decepção. E recordou que, em cada dia que passa, as alterações climáticas matam “inúmeros africanos”.