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Presidente chileno tira lições de incêndio numa prisão

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Presidente chileno tira lições de incêndio numa prisão

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“É uma tragédia que deve ajudar a corrigir o rumo”, declarou o presidente do Chile, na sequência do pior incêndio de sempre numa prisão do país.
Sebastian Piñera admitiu que o sistema penitenciário do Chile é desumano e anunciou oficialmente a morte de 83 pessoas. Há também 12 feridos graves.

O fogo na prisão de San Miguel, nos arredores de Santiago, começou de madrugada, com um motim. A cadeia foi feita para receber até 1100 presos, mas tinha mais de 1900.

Esta quarta-feira é feriado no Chile e dia de visitas à prisão. Dezenas de familiares aguardavam às portas da prisão pela lista das vítimas. Mas a polícia teve de intervir para acalmar os ânimos, quando as pessoas começaram a atirar garrafas e pedras contra os guardas prisionais.

O presidente chileno admitiu e lamentou que só houvesse seis guardas dentro da prisão durante a noite. Os outros 26 vigiavam no exterior. A falta de meios foi também denunciada pelo sindicato dos guardas prisionais.

Nos últimos dez anos, o número de detidos nas prisões chilenas explodiu, devido à reforma do processo penal. Em 2003, havia 35 mil, hoje são quase o dobro.