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Crise obriga europeus a cooperar no domínio militar


A redação de Bruxelas

Crise obriga europeus a cooperar no domínio militar

Foi lançada a operação de resgate dos exércitos europeus. Em tempos de crise e de cortes nos orçamentos militares, os ministros da Defesa dos Vinte e Sete decidiram acelerar a cooperação, considerando que é um “imperativo europeu”.

Catherine Ashton, Alta Representante da UE para os Assuntos Externos e a Segurança, e a Agência Europeia de Defesa terão até meados de 2011 para identificar os domínios nos quais poderá haver partilha de recursos.

“Cooperação, mutualidade de recursos, interoperacionalidade militar” foram as expressões que dominaram o encontro. No futuro, por exemplo, os europeus poderão chegar a uma harmonização na compra de material militar para poupar.

Os Vinte e Sete seguem o exemplo franco-britânico. No início de Novembro, as duas principais potências militares do Oeste da Europa assinaram um acordo para partilhar, entre outros, os meios aeronavais.

Actualmente, os europeus realizam 20% das despesas militares mundiais e possuem dois milhões de soldados. Com a decisão de aumentar a cooperação, a Política europeia de Defesa sai reforçada, mas ainda se está muito longe da criação de um exército comum.

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