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Famílias identificam cadáveres da prisão de Santiago do Chile

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Famílias identificam cadáveres da prisão de Santiago do Chile

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Apenas um dia depois do maior incêndio numa prisão chilena, que matou 81 reclusos, os familiares das vítimas mortais já começaram a identificar os corpos.

Uma tarefa que não se anuncia fácil devido ao estado carbonizado dos cadáveres. Perto de 30 das 81 vítimas mortais foram identificadas ao fim da tarde, mas a identificação das restantes só deverá ser feita dentro de 48 horas devido à necessidade de se proceder a testes ADN.

O director nacional da polícia chilena, Mario Apablaza, explica que “actualmente há apenas cinco guardas prisionais nas rondas nocturnas para uma população carceral de cerca de 1950 reclusos.”

Para além da falta de guardas prisionais, as condições de vida na prisão de San Miguel, na capital Santiago, também são apontadas como uma das causas para um número tão avultado de vítimas. O estabelecimento tem capacidade para apenas 1000 reclusos.

O ministério público chileno já confirmou que o incêndio que matou pelo menos 81 detidos e feriu com gravidade 14, teve origem criminosa após uma rixa entre prisioneiros.