Última hora

Última hora

Manifestantes pró e anti-Nobel promovem discussão acesa em Oslo

Em leitura:

Manifestantes pró e anti-Nobel promovem discussão acesa em Oslo

Tamanho do texto Aa Aa

Nas ruas de Oslo, a cerimónia de entrega do prémio Nobel motivou manifestações de apoiantes e opositores da atribuição do galardão a Liu Xiaobo.

O decurso de um protesto de apoiantes de Pequim contra o dissidente foi interrompido por vários manifestantes com imagens dos tanques na Praça Tiananmen em 1989.

Na grande maioria de origem chinesa, os manifestantes pró-Pequim e os apoiantes de Liu Xiaobo envolveram-se numa acessa troca de palavras.

Apesar da discussão não ter degenerado em violência, acabaria por ser interrompida pela polícia norueguesa.

Em Pequim, o ambiente era totalmente distinto. A única manifestação a favor do prémio Nobel de que há notícia juntou cerca de uma centena de pessoas junto à sede da ONU.

A polícia chinesa ergueu uma verdadeira barreira à volta da residência do dissidente político, onde a esposa Liu Xia se encontra em prisão domiciliária, impedindo qualquer aproximação.

Nas ruas da capital chinesa, uma residente diz que “nunca ouviu falar de Liu Xiaobo”.

Outro diz que “não sabe o que ele faz”, mas acrescenta que “já o viu nos jornais”.

Outro chinês pergunta mesmo se “os direitos humanos não estão a melhorar na China”. E frisa que “a população da China é demasiado grande. Não é como países [ocidentais], com sistemas amadurecidos. Ainda precisa de melhorar”.

Opiniões que provam talvez que a máquina de propaganda do regime ainda funciona e consegue controlar o fluxo de informação, pelo menos dentro de fronteiras.