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Nobel da Paz: visão de Xiaobo vai fortalecer a China no futuro

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Nobel da Paz: visão de Xiaobo vai fortalecer a China no futuro

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A cadeira estava vazia, mas isso não impediu que o Prémio Nobel da Paz deste ano fosse entregue, simbolicamente, em Oslo, a Liu Xiaobo.

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Comité Nobel Norueguês apelou à libertação do dissidente chinês que cumpre uma pena de 11 anos de prisão e lamentou que nenhum dos familiares tenha sido autorizado a receber o prémio em nome de Xiaobo.

O presidente do Comité Nobel Norueguês, Thorbjorn Jagland, lamentou o facto de o laureado não estar presente. “Está isolado numa prisão no norte da China. Nem a mulher de Liu Xiaobo, nem os familiares mais directos puderam estar connosco. Por isso, nenhuma medalha ou diploma foram entregues. Este facto revela, por si só, que este é um prémio necessário e apropriado. Congratulamos Liu Xiaobo pelo prémio Nobel da Paz, deste ano.”

À China lançou um apelo:

“Liu apenas exerceu os direitos civis. Não fez nada de errado e deve ser libertado” afirma Jagland.

O Comité Nobel acredita que a visão de Xiaobo vai fortalecer a China no futuro.

O antigo professor universitário e crítico literário foi distinguido pela forma como lutou, ao longo de vários anos, pelos direitos fundamentais no país.

Durante a cerimónia a actriz norueguesa, Liv Ullmann, leu excertos de alguns textos escritos por Xiaobo:

“Acredito firmemente que o progresso político na China não vai parar e olho com optimismo para o advento do futuro que vai libertar a China. Pois não há força que ponha fim à busca da liberdade humana e a China acabará por se tornar numa nação governada pela lei onde os direitos humanos serão supremos.”

Antiga figura de proa do movimento de Tiananmen em 1989 foi condenado depois de ter redigido um texto onde pedia a democratização da China.