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Os desafios da deficiência

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Os desafios da deficiência

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A deficiência – ligeira ou profunda – afeta actualmente um em cada seis europeus, o equivalente a 80 milhões de pessoas. Um número com tendência a aumentar. O que faz a União Europeia para facilitar a vida aos inválidos?

Os deficientes são cidadãos como os outros ? No papel não há dúvidas, mas no terreno a situação é outra, principalmente nos transportes. Na Bélgica, por exemplo, os viajantes deficientes ou de mobilidade reduzida são obrigados a reservar o bilhete com 24 horas de antecedência, se quiserem ter assistência.

O director do Centro para a Igualdade de Oportunidades considera que se trata de uma descriminação. “Se a sua mãe adoecer e quiser ir vê-la, esqueça, não pode. Se tiver uma reunião que dura mais do que o previsto, tem um problema. Isso é inaceitável. Os comboios e as estações não têm acessibilidades, por isso é necessária assistência”, diz.

Então, para quando espaços públicos, alojamentos, profissões e serviços acessíveis para todos?

Para viverem como todos, os deficientes ou pessoas de mobilidade reduzida não pedem mais, insiste Josef de Witte. Alguns números chegam para mostrar que ainda estamos longe do proposto pela União Europeia.

Em média, a taxa de emprego das pessoas com deficiência é de 50 %, enquanto para o total na faixa etária dos 15 aos 64 é de 64,6 %.

A mesma disparidade acontece na educação. A taxa de alunos deficientes fora do sistema escolar varia de 25 a 37%, segundo o tipo de deficiência, enquanto para os alunos sem problemas a taxa é de 17%.

Até 2020, a União Europeia tem como objectivo acabar com os obstáculos e tornar-se numa sociedade verdadeiramente aberta a todos. As primeiras medidas prendem-se com um melhor acesso ao ensino e a vida cívica, o reconhecimento cívico mútuo dos bilhetes de identidade dos deficientes ou ainda a luta contra a marginalidade. A taxa de pobreza das pessoas inválidas é 70 % superior à média.