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China preocupada com a crise do euro

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China preocupada com a crise do euro

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Forte preocupação da China face à crise do euro. Depois das palavras, os responsáveis chineses exigem que os europeus passem aos actos para controlar os problemas das dívidas soberanas que ameaçam a moeda única.

A China procura preservar os seus próprios interesses, tendo em conta que possui a maior reserva mundial de divisas, num total de 2,6 biliões de dólares, mas não se sabe qual a quantidade de euros.

No terceiro diálogo económico e comercial, os europeus defenderam a moeda única e o comissário para os Assuntos Económicos, Olli Renh, atacou a política chinesa de desvalorização do yuan, reiterando o “compromisso de avançar para um sistema de câmbio determinado pelo mercado que reflicta fundamentos económicos”.

No encontro em Pequim falou-se também de trocas comerciais, da abertura dos mercados e da protecção da propriedade intelectual. A União Europeia pretende que as empresas dos Vinte e Sete deixem de ser discriminadas no acesso aos concursos públicos chineses.

A resposta de Pequim foi vaga.

O vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, defendeu a necessidade de esforços conjuntos na promoção da reforma das regras financeiras e económicas internacionais”, a importância de acabar com o proteccionismo e a “prudência na adopção de medidas comerciais para obter resultados equilibrados nas negociações sobre a Ronda de Doha , na Organização Mundial do Comércio.”

Actualmente, a China é o segundo mercado para os produtos europeus enquanto a União Europeia é o principal destino das exportações chinesas. Um comércio bilateral que nos primeiros 11 meses deste ano superou os 329 mil milhões de euros.