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Estónia prepara-se para o euro

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Estónia prepara-se para o euro

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Os estónios gastam as últimas coroas. Com as doze badaladas da passagem de ano, a Estónia torna-se no 17o. país da União Europeia a utilizar o euro, no meio de um aceso debate entre prós e contras.

Esta entrada na Zona Euro acontece no seguimento daquele que foi o pior ano de sempre para a moeda única, com a crise da dívida soberana de vários países a pôr em causa, para alguns, a sobrevivência da moeda.

Uma habitante do país diz que “a adopção do euro é positiva e vem facilitar a vida”

Esta opinião é partilhada pelo poder. O governo de Tallin acha que, apesar da crise das dívidas, o país precisa de estar no euro. Diz o ministro das Finanças, Jurgen Ligi: “É melhor estar no barco do que fora dele, quando há tempestade”.

Só que, para muitos, o barco do euro é um autêntico Titanic, depois de bater no Icebergue. Os problemas com a Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha estão bem presentes na mente dos opositores da adesão à moeda única: “A Estónia entra na Zona Euro na pior altura possível, quando o próprio presidente do Conselho Europeu diz que o projecto europeu está ameaçado”, diz um opositor que faz campanha contra o euro.

O governo e a maioria dos analistas dizem que o euro é melhor para a Estónia, até porque é um país pequeno, com apenas milhão e meio de habitantes. A actual moeda, a coroa, esteve sempre indexada, primeiro ao marco alemão, e mais tarde ao euro.