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Protesto de afegãos reforça atenções sobre política grega de imigração

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Protesto de afegãos reforça atenções sobre política grega de imigração

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Há 45 dias que uma centena de homens, mulheres e crianças afegãs estão acampadas no centro de Atenas para pedir asilo político. São a face visível de um problema que exaspera Atenas: o fluxo migratório massivo através da Turquia.

A Grécia tornou-se na principal porta de entrada de clandestinos na Europa. O país acolhe 90% da imigração clandestina europeia, após o reforço dos controlos nas fronteiras marítimas da UE e a assinatura de acordos de repatriamento por parte de Espanha e Itália. Estima-se que na Grécia, com 11 milhões de habitantes, haja milhão e meio de imigrantes ilegais que sobrevivem sem trabalho nem ajudas sociais, à mercê de redes criminosas.

O governo grego mantém-se surdo ao protesto da centena de afegãos. Uma indiferença que levou seis dos clandestinos a coser a boca e iniciar uma greve de fome, a 29 de Dezembro, como explica o representante do grupo.

Para lutar contra a imigração ilegal, a Grécia anunciou a construção de uma barreira ao longo de 12,5 quilómetros na fronteira com a Turquia. Trata-se do troço do rio Evros mais permeável à entrada de clandestinos e patrulhado, desde Novembro, por cerca de 200 membros da Frontex.