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UE dividida sobre fim do embargo à venda de armas à China

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UE dividida sobre fim do embargo à venda de armas à China

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O embargo europeu à venda de armas à China vai ser levantado? Catherine Ashton gostaria, mas segundo o EUObserver, a chefe da diplomacia europeia não conseguiu convencer ainda todos os Estados membros, a começar pela Grã-Bretanha. A decisão tem de ser tomada por unanimidade.

A França ou a Espanha militam pelo fim do embargo, pois consideram que a medida é hoje um grande obstáculo às relações sino-europeias.

A proibição de venda de armas a Pequim está em vigor desde 1989. Foi a resposta europeia ao massacre de milhares de dissidentes nas manifestações na Praça de Tiananmen.

Vinte e um ano depois, alguns membros da União Europeia querem manter o embargo e recordam que ainda não houve mudanças significativas na questão dos direitos humanos. O último exemplo: a reacção chinesa à entrega do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobao.

Mas para os analistas o fim do embargo europeu não teria um grande impacto na compra de armas por parte da China. Ao longo dos anos, Pequim conseguiu desenvolver uma indústria de defesa e ser auto-suficiente em termos de armamento.