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Grécia volta à carga com as 'eurobonds'

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Grécia volta à carga com as 'eurobonds'

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Atenas volta a defender a emissão conjunta de dívida europeia. Segundo o primeiro-ministro grego, a emissão destas euro-obrigações – ou ‘eurobonds’ – permitirá baixar os custos de financiamento nos mercados internacionais.

A proposta voltou a ser posta na mesa por George Papandreu, durante uma conferência em Paris, sobre “o novo mundo, novo capitalismo.”

“As ‘eurobonds’ não substituem as necessárias medidas de ajuste que estão a ser feitas em vários países, incluindo o meu, mas podem servir como um meio complementar eficaz para ajudar a resolver a crise da dívida da zona euro”, explicou Papandreu.

A ideia tem cada vez mais adeptos, sobretudo entre os países com mais problemas, mas não convence pesos-pesados da zona euro como a Alemanha ou a França. François Fillon, primeiro-ministro francês, pôs os pontos nos is: “Antes de mais quero recordar que esta crise não é a crise do euro. O euro é, indiscutivelmente, uma moeda forte. É a segunda moeda mundial e tornou-se uma das principais divisas de reserva. Esta é, sobretudo, uma crise de confiança face a certos países da zona euro.”

As euro-obrigações permitiriam a países em dificuldades pagar menos pelos empréstimos contraídos nos mercados internacionais. Algo que pode interessar também a Portugal, que viu, esta quinta-feira, a taxa de juro das obrigações a 10 anos subir, novamente, acima dos sete por cento.