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Autoridades tentam acalmar contestação na Tunísia

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Autoridades tentam acalmar contestação na Tunísia

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As autoridades da Tunísia invocam “legítima defesa” para justificar a morte de 14 pessoas durante os confrontos com a polícia, este fim-de-semana, nas localidades de Kasserine, Thala e Rged.

A oposição tunisina apela ao Governo para pôr fim à repressão das manifestações e fala em pelo menos duas dezenas de vítimas.

O presidente Ben Ali qualificou os protestos de “inaceitáveis”. O Governo diz compreender a mensagem e mostrou-se aberto a fazer concessões aos jovens.

As lojas e os edifícios públicos têm sido o palco dos ataques, desde que começaram as manifestações contra a elevada taxa de desemprego.

A Tunísia regista desde meados de Dezembro uma vaga de contestação, com greves e distúrbios. Um movimento de protesto desencadeado em Sidi Bouzid, cidade a 265 quilómetros da capital, que entretanto se estendeu a vários outros pontos do país.

Os jovens constituem 70 por cento da população no país, assim como na vizinha Argélia, igualmente abalada por uma vaga de protestos similares.