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Continua o banho de sangue na Tunísia

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Continua o banho de sangue na Tunísia

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Banho de sangue na Tunísia, na sequência da agitação social em que o país está mergulhado.

Esta terça-feira, os funerais das vítimas foram pretexto para mais protestos, depois de uma noite marcada por intensa violência.

Os factos mais graves aconteceram no norte do país, na cidade de Kasserine.

Um dirigente sindical disse à France Press que 50 pessoas foram assassinadas, em espaços comerciais e residências, assaltados por comandos de polícia, trajando civilmente.

Uma acusão confirmada pelo presidente da Liga Tunisina dos Direitos do Homem. Mokhter Trifi fala de uma operação desencadeada pelo poder, para fazer acreditar que existe um complô político.

Na base dos protestos está o desemprego, como diz uma mulher:

“Os nossos jovens estão no desemprego, os nossos filhos, os nossos pais, as nossas mães estão desempregados. Com um mestrado em Direito, ganha-se 40 euros por mês”.

Os números de vítimas mortais são controversos. O poder fala em quatro mortos, na noite de segunda-feira, número distante dos 50 apontados por fontes civis.

As agências reflectem esta discrepância.

A polícia multiplicou as acções de vigilância, para desencorajar os protestos.