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O dia da maior tragédia do Haiti

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O dia da maior tragédia do Haiti

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No dia 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi sacudido pelo pior tremor de terra da sua história, em 240 anos.

Eram cinco da tarde, hora da saída das escolas, das compras, e hora em que muitos administrativos trabalhavam nas mesinhas nos passeios.

Um sobrevivente conta, ainda apavorado:

“Estava a jogar na lotaria e senti a terra a tremer, toda a gente começou a correr e uma casa ruiu em cima de várias pessoas. Havia muitos mortos pelo chão, atirei tudo o ue levava para o chão e corri por dali para fora.

Pelo caminho, tropecei em várias pesoas. Uma sdas vezes que me levantei e olhei em frente, vi a a minha casa a cair. “

O soldado brasileiro da ONU, Luis Diego Moraes, viu in loco o desmoronamento da Catedral:

“A Catedral ruiu e quase nos caiu em cima”.

Ena Zizi, na época, com 69 anos, estava lá dentro e sobreviveu.

Estava numa reunião da igreja e conta que alguém “olhou para mim e eu olhei para ele, mas caí de joelhos. Na realidade não sei o que aconteceu a seguir. Não sei o que aconteceu a seguir, mas o espaço pareceu fechar-se sobre mim e o teto cair-me na cabeça.”

Para os voluntários de todo o mundo, a sobrevivência de Ena Zizi foi uma benção.

O bombeiro mexicano que a encontrou com vida estava tão excitado e comovido que diz que, “quando lhe segurou a mão foi como se estivesse a segurar a mão de Deus e a beijou-a, tirou-lhe o pó”.

Ena falou-lhe, chamou-lhe filho, enquanto os bombeiros de Cancun e de África do Sul o ajudavam na operação.

Depois de 7 dias e 7 noites sob os escombros da catedral, Ena, de 69 anos tinha ido, sem comer para uma reunião da igreja e, com os que já lá estavam, esperavam os que faltavam. Deu-se o sismo. E ainda hoje o vive e revive.

Os mortos acumularam-se à porta das morgues para identificação.

Muitas pessoas foram amputadas ou morreram por falta de tratamento adequado depois do esmagamento de membros.