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Situação social degrada-se na Tunísia

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Situação social degrada-se na Tunísia

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A situação na Tunísia agrava-se a cada minuto – a crise social deslocou nos últimos dias o epicentro para a cidade de Kasserine, no norte do país.

Na base dos protestos estão as condições de precaridade e de miséria.

Por todo o lado, há famílias inteiras sem condições de subsistência e os sinais de fome multiplicam-se:

“Há muitas famílias que mal têm para comer, desde há um mês. Estão cercadas, sem electricidade, nem água corrente. A cadeia alimentar não chega aqui e, quando chega, é tudo muito caro”, como conta um homem.

Os hospitais estão cheios de feridos, vítimas dos confrontos que já duram há mais de três semanas.

Um deles é o de Kasserine, cidade onde, nas últimas 24 horas foram assassinadas, pelo menos, 50 pessoas, números da Liga Tunisina dos Direitos do Homem e das centrais sindicais.

O governo só confirma 21 óbitos, em todo o país.

Mas a situação hospitalar denuncia outra realidade:

“As pessoas estão deitadas nos corredores, as enfermarias estão cheias. Agradeço aos médicos, mas eles são ultrapassados pelas necessidades”, diz um activista.

As ambulâncias não param de circular, sobrecarregando os hospitais.

Sempre que há uma manifestação, cresce o número de feridos. Hoje, o pão também desfilou, em lugar dos cartazes, simbolizando os motins da fome, de 1984.