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A arte como espelho da dor e da tristeza no Haiti


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A arte como espelho da dor e da tristeza no Haiti

Um ano após a tragédia no Haiti, a Arte espelha o sofrimento e a tristeza da população.

O pintor Carel Blain é especialista em retratos de crianças. A violência do terramoto e a miséria deixaram marcas nos rostos infantis.

“A maioria das crianças não tem onde viver. Está em tendas. E há uma mudança nas expressões. Se o governo e a comunidade internacional pudessem fazer algo pelo Haiti, isso provocaria uma mudança nos seus rostos”, diz o artista.

Em Porto Príncipe, o escultor André Eugéne criou um Museu de Arte.

O artista conta que antes do terramoto se inspirava na vida e no futuro. Agora, a morte encontra-se em todo o lado.

“Vou fazer uma grande escultura (com uma caveira)em frente ao meu estúdio, como um memorial do terremoto”, conta André Eugéne.

Há um ano, o Museu Nader, em Porto Príncipe, ficou sob os escombros. Mas o proprietário do espaço não baixou os braços. Escavou durante três meses, com a ajuda de 30 pessoas e encontrou milhares de pinturas.

Muitos obras estão em restauro num centro de conservação na capital. Especialistas norte-americanos dão formação aos artesãos locais.

“Quero preservar a cultura para que os meus filhos e netos possam conhecer o passado. É muito importante lembrar as coisas boas do Haiti, sublinha George Nader.

Há mais de dez mil pinturas a aguardar restauro. Um esforço para preservar a herança cultural do Haiti que deverá implicar vinte anos de trabalho.

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