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Comissão Europeia quer reforço do fundo europeu de resgate

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Comissão Europeia quer reforço do fundo europeu de resgate

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Depois do resgate da Grécia e da Irlanda, a Comissão Europeia defende o reforço e maior flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, para aliviar a pressão dos mercados sobre as dívidas soberanas de alguns Estados membros, a começar por Portugal.

O fundo é composto oficialmente por 440 mil milhões de euros, mas o montante não serve na totalidade para empréstimos aos países em dificuldades.

A proposta já tinha sido defendida pelo BCE e FMI. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse, à euronews, que “é melhor prevenir do que remediar. Como temos uma zona euro, uma moeda única, é preciso dizer claramente ao mercado que estamos prontos a fazer tudo para salvaguardar a estabilidade da zona euro”.

As reações não tardaram. A começar pela Alemanha e França, que são contra. Berlim diz que “não é sensato nem necessário abordar a questão”. Mas até quando?

O analista do Centro europeu de Estudos Políticos, Daniel Gros, defende que será inevitável: “A Comissão está a dizer aos Estados membros: ‘Olhem. Algo tem de ser feito e a decisão tem de ser vossa’. A resistência da Alemanha e também da Espanha será ultrapassada quando não tiverem outra escolha”.

As discussões começam em breve. Segundo Sergio Cantone, correspondente em Bruxelas, “será fundamental a reunião do Euro grupo, na próxima semana, e a cimeira europeia, no início de fevereiro”.