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Emissão de dívida permite balão de oxigénio a Lisboa

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Emissão de dívida permite balão de oxigénio a Lisboa

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A emissão de dívida portuguesa foi bem-sucedida. O Estado colocou quase 600 milhões de obrigações do Tesouro a 10 anos a uma taxa média de 6,7% -o que representa um pequeno recuo face à taxa do leilão anterior, realizado em Novembro. E mais 650 milhões de obrigações a quatro ano, a uma taxa de 5,3% – superior à de Novembro.

Mas, para muitos analistas, como João Duque, este é apenas um balão de oxigénio: “As necessidades de financiamento da economia portuguesa são, este ano, bastante grandes, muito grandes. Estimo-as”, diz, “em cerca de 80 mil milhões. E não sei como é que Portugal vai poder sobreviver este ano, com taxas de juros superiores a sete por cento.”

Segundo o Financial Times alemão, está a ser preparado um plano europeu de 100 mil milhões, para resgatar Portugal. Um recurso inevitável, estima Oliver Roth, analista alemão: “A única coisa que Portugal e a União Europeia ganharam foi tempo. Mas mais cedo ou mais tarde, Portugal vai ter de recorrer à ajuda europeia.”

Para já, Lisboa respira. Mas Berlim e Paris continuam a pressionar o governo português para que avance com um pedido de resgate e trave, assim, o contágio a outros Estados membros.