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Haiti recorda os mortos sem solução para os vivos

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Haiti recorda os mortos sem solução para os vivos

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Há exatamente um ano que o Haïti foi abalado por uma das maiores catástrofes urbanas da História da Humanidade.

O sismo de 12 de janeiro de 2010 matou 250 mil pessoas, deixou feridas 300 mil e privou de abrigo um milhão e meio.

Ontem realizou-se uma homenagem às vítimas, na colina a norte de Port-au-Prince, onde foram enterrados dezenas de milhares de corpos.

O ritmo a que tem decorrido a reconstrução do país tem levantado imensas críticas. Numa entrevista à euronews, a partir da capital do Haïti, o presidente, René Preval, fez o ponto da situação:

“Temos ainda um milhão e meio de pessoas as dormir nas praças públicas. É uma situação difícil e a reconstrução vai demorar. É preciso, ao mesmo tempo, não investir tudo o que temos em Port-au-Prince, é o momento de recriar o Haïti, de nos ocuparmos das províncias que foram abandonadas durante tanto tempo”.

Os haitianos agradeceram ao mundo a solidariedade que se seguiu à catástrofe, mas o optimismo não resistiu.

Bill Clinton, que codirige a comissão de reconstrução, mostra-se frustrado. Muitas ONG’s no terreno têm o mesmo sentimento.

Para além das consequências do sismo, o país vê-se assolado por uma epidemia de cólera e por uma crise política sem fim à vista depois das eleições contestadas de 28 de novembro.